Total de visualizações de página

sábado, 26 de novembro de 2011

Happy hour


Sexta-feira, happy hour em um típico bar-restaurante de frutos do mar localizado em Jurujuba, o Berbigão (o do final da praia, pois o primeiro estava às moscas, literalmente).

Happy hour, como em qualquer lugar do mundo, tem que ter cerveja e claro, petiscos.
Bar-restaurante, como em qualquer lugar do mundo, tem que ter petiscos para acompanhar a cerveja bem gelada, como nós brasileiros gostamos, é claro.

E o Berbigão não poderia ser diferente. Tem no amplo cardápio um espaço reservado para os petiscos, alguns de frutos do mar e outros não, pois tem os tradicionais petiscos encontrados em qualquer barzinho.

Mas, afinal, como estávamos em um bar-restaurante típico, nada mais honesto, do que degustar petiscos de frutos do mar.

Porção de lula empanada       foto: Marcia Magalhães
Dentre as poucas opções disponíveis, pedimos uma porção de lula à milanesa, ao preço de R$ 35,00, para acompanhar as cervejas, que já bebíamos.

Quase trinta minutos depois a lula foi finalmente servida. Tempo esse avaliado como necessário para justificar um mínimo de padrão de qualidade que satisfaça o cliente, afinal, não estávamos em um fast-food.

Lula servida, e ninguém à mesa percebeu, mas não se tratava de lula à milanesa como fora pedido, mas sim empanada. Equívoco percebido por mim, mas não comentado. Alguém há de perguntar: _ e qual a diferença? Bom, isso é papo para outra oportunidade. Afinal, naquele momento o importante seria a qualidade. Ah! a qualidade.

Em primeiro lugar, a porção era grande (talvez para justificar o preço), sem sabor, com variadas texturas, ora macio demais, ora borrachudo, ora crocante, ora... ora... ora...

Diriam algumas pessoas que reclamar do tamanho da porção é o mesmo que reclamar de dinheiro novo. Mas não é. Vejamos. Se essa porção de lula fosse menor, e por ela fosse cobrado um valor também menor, R$ 20,00, por exemplo.  Se boa estivesse pediríamos outra, mas se ruim fosse... o prejuízo seria menor.

Bolinho de bacalhau        foto: Marcia Magalhaes
Lula (quase toda) consumida. Disse um amigo presente: _ Eu não gosto mesmo de lula, só de Dilma. Piada estilo “a praça é nossa”. Tão sem graça quanto a lula. Ninguém riu. Mas tudo bem, isso foi só pra justificar o pedido de um novo petisco - bolinhos de bacalhau. _ Ah! Isso sim é gostoso, tem sabor. Enfatizou esse amigo. Além de o preço ser menor, apenas R$ 22,00.

Ledo engano, pois os bolinhos não eram frescos. Já tinham algum tempo de freezer em suas existências. O bacalhau também não marcou presença, pois as fibras típicas desse peixe não foram percebidas. Há por aí “batatalhau” muito mais saboroso, pois o tamanho e a forma do bolinho muito se assemelham àqueles croquetes vendidos em supermercados, produzidos por marcas famosas.

Resultado de tudo isso:
- Porção de lula à milanesa, ou melhor, empanada – não recomendável;
- Porção de bolinhos de bacalhau – não recomendável.
- Cerveja consumida – recomendável – servida em balde com gelo. Excelente serviço.
- Atendimento – recomendável – apesar de a demora ter sido excessiva para a qualidade do petisco apresentada.
- Ao consumir lula nunca faça piadas envolvendo o ex-presidente, pois elas não são inéditas e nem engraçadas.

sábado, 19 de novembro de 2011

Pizzas - tamanho e preço

Sábado à noite, temperatura baixa, vento gelado soprando na rua, além do cansaço físico, produto de muita caminhada pelo comércio ao longo do dia, servem para justificar a total falta de disposição para fazer qualquer coisa e, principalmente, qualquer coisa fora de casa. Então, por que não pedir uma pizza? Tarefa simples não? basta ligar, informar o tipo, tamanho e perguntar o preço. Este último, elevado ou não, será sempre baseado nos dois anteriores, ou não? Então, qual o tamanho escolher para se pagar o melhor preço? Vejamos. Uma determinada pizzaria fornece três tamanhos para os mais diversos sabores de pizza, no caso abaixo, presunto com queijo: 

_ a gigante com 70 cm de diâmetro, por R$ 30,00;
_ a grande com 60 cm de diâmetro, por R$ 20,00; e
_ a média com 50 cm de diâmetro, por R$ 15,00.



- 1° passo: descubra quantos cm² tem cada uma das pizzas. Para isso precisamos calcular a área de cada uma delas, ou seja → área = π.r²:
- gigante = 3,14 . 35² = 3.846 cm²;
- grande = 3,14 . 30² = 2.826 cm²; e
- média = 3,14 . 25² = 1.962 cm².

- 2° passo: descubra o quanto de pizza cada Real pode pagar, de acordo com o tamanho:
- gigante 3.846 cm² / R$ 30,00 = 128 cm² por cada Real pago;
- grande 2.826 cm² / R$ 20,00 = 141 cm² por cada Real pago; e
- média 1.962 cm² / R$ 15,00 = 130 cm² por cada Real pago.

- 3° passo: descubra o tamanho de cada pizza com base nos custos das áreas das demais pizzas:
            - gigante: 128 cm² x 30 = 3.826 cm²;
            - grande: 141 cm² x 30 = 4.230 cm²; e
            - média: 130 cm² x 30 = 3.900 cm².

            Assim, a pizza mais em conta é a pizza grande, pois temos mais pizza por cada Real pago.
            Portanto, da próxima vez que você for pedir uma pizza, lembre-se de verificar o tamaho disponível e o preço associado para saber qual delas realmente vale a pena.

PS: o exemplo acima foi baseado na compra feita na pizzaria preferida. Em outra pizzaria concorrente, a pizza gigante, com 70cm, mais um refrigerante, custam R$ 26,00, bem mais em conta... mas o sabor... sem comentários.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Hoje não tem sobremesa !


Na gastronomia brasileira alguns pratos têm em sua composição frutas que, não importando se nativas ou não, harmonizam suas elaborações, valorizando e potencializando os mais variados sabores.

Pratos regionais são exemplos típicos dessa verdadeira alquimia dos sabores, tais como frango com pequi, o peixe delícia (com banana), linguado com pêssego, além de maionese com maçã e saladas com manga, morango, abacate entre outras.

A feijoada brasileira é hors concours na utilização de uma fruta como acompanhamento -  a laranja. Em alguns restaurantes essa fruta é cozida junto para, segundo seus idealizadores, eliminar as gorduras das mais variadas carnes de sua composição. Em outros, a laranja é servida in natura para ser degustada simultaneamente com a feijoada, pois como dizem especialistas, essa combinação favorece a absorção pelo organismo do ferro presente no feijão, em função da riqueza da vitamina C dessa fruta. 

Já na Marinha do Brasil (MB), nas mais diversas organizações militares, independentemente da região do País, a tal laranja da feijoada é servida para ser degustada com garfo e faca como “sobremesa”. Isso mesmo, so-bre-me-sa.

Esse costume na MB talvez resida no fato de diversas outras frutas também serem servidas como sobremesa, consumidas com garfo e faca, tais como mamão, melancia, melão, figo, pêssego, goiaba, sem que, necessariamente, haja um prato específico para ser consumido na refeição principal. E isso não é observado nos mais diversos restaurantes espalhados pelo Brasil

Tal fato na MB não tem uma justificativa explícita, seja ela de base científica elaborada pelos nutricionistas, ou de base regional para atender uma demanda de determinada parcela de seus membros componentes.  Todavia, apesar dessa prática contumaz, sempre que se observa a disposição dos talheres à mesa antes das refeições, e uma vez notadas as presenças do garfo e da faca para a sobremessa, alguém há sempre de lembrar: _ hoje não tem sobremesa. Hoje é fruta !